Enquadramento e Metas Visadas

Nível de Ensino: 2º ciclo, 6º ano

Metas Visadas:
Língua Portuguesa
14. O aluno usa pormenores do texto para compreender inferências.
            14.1. O aluno usa pormenores do texto para a compreensão do seu sentido global.

Tecnologias de Informação e Comunicação
3. O aluno concebe e desenvolve, com orientação e apoio do professor, trabalhos escolares, recorrendo a diferentes ferramentas digitais, para exprimir e representar conhecimentos, ideias e sentimentos.
3.1. O aluno cria documentos digitais originais, delineados em conjunto com o professor, para exprimir conhecimentos, ideias, emoções e sentimentos, utilizando ferramentas que permitam a edição de texto, imagem, som e vídeo (programas de desenho e de tratamento de imagem, ferramentas de áudio e de vídeo, etc.).

Objectivos da Aprendizagem

A implementação desta estratégia tem como principal objectivo que os alunos, apoiados pelo uso das tecnologias de informação e comunicação, utilizem pormenores do texto para a compreensão do sentido geral do mesmo.
No fim da realização desta actividade, pretende-se que os alunos cumpram os seguintes objectivos:
- O aluno desenvolve, com o auxílio do professor, determinados trabalhos utilizando as ferramentas digitais para demonstrar o que apreendeu e o que pretende transmitir.
- O aluno pode conciliar a informação que obtém através das TIC com o manual que possui da disciplina, o que enriquece o trabalho e a cultura deste.
- Pretende-se que o aluno consiga criar e editar documentos e/ou ficheiros digitais, que possam ser acompanhados por som, imagens, entre outros.
- O aluno deve conseguir sintetizar o texto e retirar os pontos essenciais para expor à turma de uma forma clara e objectiva, fazendo com que estes captem a essência dos colegas.
- O aluno pode também utilizar as TIC como meio de partilha de informações, para outros colegas ou até mesmo professores, com base em tudo o que consegue recolher dos textos que analisa, conseguindo desta forma a partilha rápida, dinâmica e acessível para todos.
- O aluno acaba por tornar-se mais autónomo, uma vez que a curiosidade e o interesse pelas TIC levam a que este procure mais textos e informações, não só para enriquecer a sua cultura, mas também para usufruir e descobrir mais acerca das TIC.
- Caso se aplique, o aluno pode criar debates com base nos textos, utilizando pontos-chave expostos através das TIC, uma vez que estas são nos dias de hoje consideradas meios eficazes e apelativos, que captam mais rapidamente a atenção dos alunos.

Estratégia Global

No que diz respeito à actividade projectada, esta, encontra-se abraçada a uma perspectiva mais prática do próprio ensino. Estamos então a defender a possibilidade de os alunos poderem aprender a aprender, poderem experimentar e conquistar o gosto pelo ensino, e para isso, é preciso que este vá ao encontro dos seus gostos e interesses, estes, cada vez mais direccionados para o recurso às tecnologias. É de salientar que esta estratégia foi definida tendo por base conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina de tecnologias educativas, e, de forma mais concreta, através da leitura da obra “A Família em Rede.”
Acreditamos que cada vez mais vivemos numa sociedade banhada por um gosto tecnológico, que fala cada vez mais alto e que se torna cada vez mais apetitoso e atractivo, principalmente para os mais novos. Aqueles que já nascem e crescem entre os computadores, os iPads e os Tablets, que para os pais, muitas vezes não passam de uma dor de cabeça, que nem a melhor aspirina consegue dissolver.
Assim sendo, poderemos verificar que procuramos desenvolver uma estratégia que permitisse aos alunos uma participação efectiva nas aprendizagens realizadas, isto, através do seu envolvimento na criação dos produtos finais a serem apresentados e discutidos em turma. Facto que implica a leitura e compreensão dos textos, recorrendo à sua capacidade de síntese. 
Tal como é defendido por Papert, que continua bastante actual, cada vez mais os jovens de hoje e até as crianças, possuem uma maior capacidade para lidar com as tecnologias, mesmo quando o seu conhecimento sobre as mesmas não é o maior, isto porque, estas tendem a ser adeptas da bricolage, isto é, desprendem-se um pouco mais dos guias e livros de instruções (onde se diz o que fazer a passo a passo) e procuram por si próprios, um pouco por tentativa - erro. Assim sendo, defendemos a ideia de que a apresentação dos programas deverá ser feita numa aula, de forma a alimentar e aproveitar as vantagens deste mesmo processo de pesquisa, mais autónoma e eficaz. Sendo que este é um facto bastante relacionado com o facto de estarmos a falar de alunos, que na sua maioria, podem ser classificados enquanto nativos digitais (alunos que já tendo crescido em contacto com as tecnologias já têm a capacidade de lidar de forma mais fácil com as mesmas). VER: Nativos Digitais nas Referências Bibliográficas
Para além disto, acreditamos que é importante desenvolver uma estratégia capaz de motivar os alunos, permitindo que estes tenham curiosidade suficiente para quererem saber mais, para ultrapassar os obstáculos que poderão surgir ao longo do caminho de construção de respostas e conclusões próprias. Isto sem ignorar que, tal como Pappert vem defender, os alunos deverão ter consciência que estão a realizar e desenvolver novas aprendizagens e a consolidar as restantes, isto porque, em termos de motivação se os alunos compreenderam as finalidades das tarefas e actividades desenvolvidas, tendem a sentir-se mais motivados para a sua concretização.
Por isso mesmo, adoptámos uma estratégia que se adequava às necessidades requeridas desenvolvendo uma actividade prática, cruzada com o uso das tecnologias e com a construção de produtos individuais finais a ser apresentados à turma.

Actividades

Organização articulada das actividades/tarefas que integram a estratégia:
1.    Na aula, o professor apresenta uma lista que contém 5 textos diferentes, inseridos no manual, e explica aquilo que vão fazer inicialmente, proceder à escolha dos textos e pensar como vão apresenta-lo.
2.  Posteriormente, os alunos, após terem escolhido cada um o seu texto, fala com o professor e apresenta-lhe a ideia, perguntando a opinião ao professor e pedindo alguma orientação ou correcção que ache por bem fazer. Continuando, ainda, a existir tempo de aula para a realização do estudo inicial dos textos.
3.    Na quarta aula, os alunos trazem os resumos feitos e entregam ao professor para que este possa corrigir e verificar se estes entenderam as ideias principais dos respectivos textos.
4.    Após a correcção do professor, este enumera alguns pontos que os alunos têm de referir nas várias apresentações.
5. Durante a 5ª aula dirigem-se à sala de computadores da escola e, cada um vai começando a trabalhar no seu projecto de apresentação, com o auxílio do professor. Facto que permitiria deixar tempo de aula para a apresentação de alguns programas/softwares (PowerPoint, Vídeo ou uma Representação do texto em vídeo) que podem ser utilizados para a apresentação, não limitando os alunos e dizendo-lhes que podem escolher livremente para além dos propostos por ele.
6.    Após isto, e na última aula prevista, procede-se às várias apresentações. No final da aula, os alunos preenchem a ficha de auto-avaliação e o professor comenta os vários trabalhos de uma forma mais aprofundada.

Tempo Previsto: 6 aulas de 90 minutos

Avaliação

Indicadores de desempenho
A.      Participação nas tarefas propostas
B.       Criatividade na elaboração da apresentação
C.       Utilização das várias ferramentas digitais
D.      Apresentação dos resultados

Critérios de Qualidade
A.    Interesse e empenho na realização das várias etapas
B.     Aptidão no uso das ferramentas digitais
C.     Correcção e clareza na utilização da Língua Portuguesa
D.    Adequação dos recursos utilizados (texto e imagem)

Níveis de Qualidade de Desempenho
Muito Bom: O aluno realiza as tarefas propostas com muito empenho e interesse. Utiliza de forma proficiente as ferramentas seleccionadas para apoiar a produção de documentos, revelando alguma autonomia face ao apoio do professor. Prepara e realiza a selecção de informação do texto de forma eficaz, seguindo as orientações do professor e tomando alguma iniciativa na definição de critérios pertinentes. Aponta todas as ideias principais do texto, correcta e claramente, não existindo incorrecções científicas ou de Língua Portuguesa. Utiliza recursos adequados ao tema e que contribuem bastante para a qualidade do trabalho.

Bom: O aluno realiza as tarefas propostas com empenho e interesse. Utiliza de forma proficiente as ferramentas seleccionadas para apoiar os processos de produção de documentos, ainda que necessite do apoio do professor. Prepara e realiza a selecção de informação de forma eficaz, seguindo as orientações do professor. Aponta algumas ideias principais do texto, existindo, no entanto, uma ou outra incorrecção científica. Apresenta alguns erros de Língua Portuguesa, ainda que estes não dificultem a clareza do trabalho. Utiliza recursos adequados ao tema e que contribuem para a qualidade do trabalho.

Suficiente: O aluno realiza as tarefas propostas com algum empenho e/ou interesse. Utiliza de forma satisfatória as ferramentas seleccionadas para apoiar os processos de produção de documentos, ainda que revele algumas dificuldades na realização das tarefas e necessite frequentemente do apoio do professor. Prepara e realiza a selecção de informação de forma satisfatória, seguindo as orientações do professor. Aponta algumas ideias do texto de forma satisfatória mas com algumas incorrecções e/ ou lacunas. Apresenta alguns erros de Língua Portuguesa que, no entanto, não impedem a clareza do trabalho. Utiliza recursos utilizados adequados ao tema, ainda que não contribuam para a qualidade do trabalho.

Insuficiente: O aluno realiza uma parte das tarefas propostas com interesse. Utiliza de forma limitada as ferramentas digitais seleccionadas para apoiar os processos de produção de documentos, precisando sempre do apoio do professor para prosseguir nas tarefas. Prepara e realiza a selecção de informação de forma insatisfatória e/ou incompleta, tendo dificuldade em seguir as orientações do professor. Aponta ideias do texto mas de uma forma bastante incompleta e com incorrecções científicas e/ou de Língua Portuguesa graves. Utiliza recursos pouco ou nada adequados ao tema.

Instrumentos de Avaliação
 - Questionário de Auto-Avaliação e de Hetero-Avaliação.
 - Grelha de observação do desempenho dos alunos, a preencher pelo professor.