Estratégia Global

No que diz respeito à actividade projectada, esta, encontra-se abraçada a uma perspectiva mais prática do próprio ensino. Estamos então a defender a possibilidade de os alunos poderem aprender a aprender, poderem experimentar e conquistar o gosto pelo ensino, e para isso, é preciso que este vá ao encontro dos seus gostos e interesses, estes, cada vez mais direccionados para o recurso às tecnologias. É de salientar que esta estratégia foi definida tendo por base conhecimentos adquiridos ao longo da disciplina de tecnologias educativas, e, de forma mais concreta, através da leitura da obra “A Família em Rede.”
Acreditamos que cada vez mais vivemos numa sociedade banhada por um gosto tecnológico, que fala cada vez mais alto e que se torna cada vez mais apetitoso e atractivo, principalmente para os mais novos. Aqueles que já nascem e crescem entre os computadores, os iPads e os Tablets, que para os pais, muitas vezes não passam de uma dor de cabeça, que nem a melhor aspirina consegue dissolver.
Assim sendo, poderemos verificar que procuramos desenvolver uma estratégia que permitisse aos alunos uma participação efectiva nas aprendizagens realizadas, isto, através do seu envolvimento na criação dos produtos finais a serem apresentados e discutidos em turma. Facto que implica a leitura e compreensão dos textos, recorrendo à sua capacidade de síntese. 
Tal como é defendido por Papert, que continua bastante actual, cada vez mais os jovens de hoje e até as crianças, possuem uma maior capacidade para lidar com as tecnologias, mesmo quando o seu conhecimento sobre as mesmas não é o maior, isto porque, estas tendem a ser adeptas da bricolage, isto é, desprendem-se um pouco mais dos guias e livros de instruções (onde se diz o que fazer a passo a passo) e procuram por si próprios, um pouco por tentativa - erro. Assim sendo, defendemos a ideia de que a apresentação dos programas deverá ser feita numa aula, de forma a alimentar e aproveitar as vantagens deste mesmo processo de pesquisa, mais autónoma e eficaz. Sendo que este é um facto bastante relacionado com o facto de estarmos a falar de alunos, que na sua maioria, podem ser classificados enquanto nativos digitais (alunos que já tendo crescido em contacto com as tecnologias já têm a capacidade de lidar de forma mais fácil com as mesmas). VER: Nativos Digitais nas Referências Bibliográficas
Para além disto, acreditamos que é importante desenvolver uma estratégia capaz de motivar os alunos, permitindo que estes tenham curiosidade suficiente para quererem saber mais, para ultrapassar os obstáculos que poderão surgir ao longo do caminho de construção de respostas e conclusões próprias. Isto sem ignorar que, tal como Pappert vem defender, os alunos deverão ter consciência que estão a realizar e desenvolver novas aprendizagens e a consolidar as restantes, isto porque, em termos de motivação se os alunos compreenderam as finalidades das tarefas e actividades desenvolvidas, tendem a sentir-se mais motivados para a sua concretização.
Por isso mesmo, adoptámos uma estratégia que se adequava às necessidades requeridas desenvolvendo uma actividade prática, cruzada com o uso das tecnologias e com a construção de produtos individuais finais a ser apresentados à turma.

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